Mundo: estrutura geológica
Três grandes conjuntos: escudos cristalinos ou crátons, pré-cambrianos, estáveis e ricos em minérios metálicos; bacias sedimentares, que abrigam combustíveis fósseis; e dobramentos modernos, cenozoicos, instáveis e de grandes altitudes.
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A estrutura geológica do planeta deve ser entendida como o resultado de bilhões de anos de dinâmica interna — tectônica de placas, vulcanismo, orogenia e processos erosivos — que moldaram a crosta em três grandes domínios já citados, mas cujas subdivisões e dinâmicas internas merecem atenção. Os escudos cristalinos, também chamados de crátons, formaram-se no Pré-Cambriano e constituem o embasamento rochoso mais antigo e rígido, composto por rochas ígneas e metamórficas, como granitos, gnaisses e quartzitos; por serem estáveis, sofreram intensa erosão ao longo do tempo geológico, apresentando relevo rebaixado ou de planaltos antigos, como o Escudo das Guianas e o Escudo Brasileiro.
É neles que se concentram jazidas de minérios metálicos como ferro, manganês, ouro e bauxita, o que explica a dependência econômica de muitos países periféricos na exportação de commodities minerais. Já as bacias sedimentares são depressões preenchidas por sedimentos depositados em eras Paleozoica, Mesozoica e Cenozoica; sua estratificação permite a acumulação de matéria orgânica em condições de baixo oxigênio, originando combustíveis fósseis (petróleo, gás natural e carvão mineral) e aquíferos, como o Guarani, além de arenitos e calcários usados na construção civil. Os dobramentos modernos, por sua vez, resultam da colisão entre placas tectônicas no Cenozoico, como no caso da cadeia dos Andes, formada pela subdução da placa de Nazca sob a Sul-Americana, e do Himalaia, pela colisão da placa Indiana com a Euro-asiática: são áreas de intensa sismicidade e vulcanismo, com altitudes elevadas e relevo jovem, onde a erosão ainda não atenuou as formas.