Brasil: estrutura geológica
Território geologicamente antigo e estável: cerca de 36% de escudos cristalinos (Guianas e Brasileiro), ricos em minérios metálicos, e 64% de bacias sedimentares (Amazônica, do Parnaíba, do Paraná), com petróleo, carvão e água subterrânea. Não há dobramentos modernos — daí a ausência de vulcões e a raridade de terremotos.
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A estrutura geológica brasileira reflete sua posição no interior da Placa Sul-Americana, distante das bordas convergentes onde ocorrem dobramentos modernos, o que explica a estabilidade tectônica do território: aqui predominam terrenos pré-cambrianos, como o Cráton Amazônico e o Cráton do São Francisco, formados há mais de 540 milhões de anos e submetidos desde então a intensa erosão, o que rebaixou o relevo e concentrou minerais metálicos em jazidas como o Quadrilátero Ferrífero (MG) e Carajás (PA) — exemplo clássico de que a antiguidade geológica, e não a atividade tectônica recente, é o fator decisivo para a riqueza mineral brasileira. Sobre esses escudos, depositaram-se ao longo do Fanerozoico as bacias sedimentares, cujas camadas acumularam matéria orgânica que originou petróleo e gás (Bacia de Santos, Campos) e carvão mineral (Bacia do Paraná), além de aquíferos como o Guarani, evidenciando a relação direta entre estrutura geológica e recursos energéticos.
Vale lembrar que a estabilidade não significa imobilidade absoluta, pois falhas antigas podem gerar sismos de baixa magnitude, mas o padrão geral é de quietude tectônica, o que torna o Brasil um caso peculiar entre os grandes territórios mundiais, já que quase todos os demais apresentam cadeias montanhosas recentes em suas bordas.