Regionalização da América Latina
O critério é linguístico e cultural — países de colonização ibérica e francesa, de línguas neolatinas —, e não estritamente geográfico: exclui, por exemplo, a Guiana e o Suriname, na América do Sul. Subdivide-se em América Central, Caribe e América do Sul, ou em América Andina e Platina.
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A regionalização da América Latina parte de um recorte que combina línguas neolatinas (espanhol, português e francês) com herança histórica comum: colonização por potências ibéricas e francesa, matriz católica, economia primário-exportadora e forte mestiçagem. Por isso, o termo “Latina” não é sinônimo de “América do Sul” nem de “hispano-americano”, já que inclui o Brasil e o Haiti (francófono) e deixa de fora, por exemplo, Belize e a Jamaica, de tradição anglófona. Em contrapartida, alguns autores criticam esse critério por ser redutor, pois esconde a presença de povos indígenas, afrodescendentes e comunidades germânicas ou asiáticas, tratando a identidade latino-americana como algo homogêneo.