Poluição do ar
Principais fontes urbanas: veículos e indústrias, emitindo material particulado, $\mathrm{CO}$, $\mathrm{NO_x}$, $\mathrm{SO_2}$ e ozônio troposférico. Provoca doenças respiratórias e cardiovasculares. O smog fotoquímico forma-se pela reação dos poluentes com a luz solar, agravado em dias secos e sem vento.
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A poluição do ar urbano é um fenômeno complexo que envolve a interação entre emissões, condições meteorológicas e topografia, e não se resume a “ar sujo”: trata-se de um problema de saúde pública e de gestão ambiental. Além de veículos e indústrias, contribuem a queima de biomassa, obras de construção civil e até a ressuspensão de poeira. Os poluentes podem ser primários (emitidos diretamente, como material particulado, $\mathrm{CO}$, $\mathrm{NO_x}$ e $\mathrm{SO_2}$) ou secundários (formados na atmosfera, como ozônio troposférico e parte do material particulado fino, $\mathrm{PM_{2,5}}$). A dispersão depende de ventos, chuva e inversão térmica — camada quente sobre ar frio que aprisiona poluentes perto do solo, típica de inverno em cidades como São Paulo.
O smog fotoquímico é um exemplo: $\mathrm{NO_x}$ e compostos orgânicos voláteis reagem sob luz solar, gerando ozônio e aldeídos que irritam mucosas e agravam asma e bronquite. Um caso concreto marcante foi a inversão térmica em São Paulo em 2020, com concentrações elevadas de $\mathrm{PM_{2,5}}$ associadas a internações respiratórias.