Distribuição dos tipos de clima
Classificação de Köppen, por temperatura e precipitação: A tropicais úmidos, B áridos e semiáridos, C temperados, D continentais e E polares. A distribuição obedece essencialmente à latitude, corrigida por altitude, correntes marítimas e continentalidade.
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Essa distribuição não é estática nem puramente zonal: os grandes centros de pressão e as massas de ar deslocam-se ao longo do ano, e é esse vaivém que explica por que cada faixa de latitude abriga climas distintos. Nas baixas latitudes, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) — encontro dos alísios de nordeste e sudeste, marcado por ascendência do ar, nebulosidade e chuvas convectivas — migra sazonalmente, trazendo o período chuvoso ao sertão nordestino quando se posiciona mais ao sul, no verão austral; nos meses em que ela se desloca para o norte e o anticiclone semifixo do Atlântico Sul domina a região, com ar subsidente, seco e estável, instala-se a estiagem, agravada pela irregularidade das chuvas e pelo domínio da caatinga.
Já nas médias latitudes, a alternância entre massas de ar tropicais e polares ao longo do ano gera os climas temperados e continentais, com frentes frias e amplitudes térmicas maiores conforme a continentalidade aumenta — como em Moscou, de invernos rigorosos, em contraste com Lisboa, amenizada pela corrente marítima do Atlântico Norte. Nas altas latitudes, a baixa incidência solar e o ar frio e denso que subsidia produzem os climas polares, enquanto a altitude rebaixa temperaturas mesmo em latitudes baixas, criando climas frios de montanha nos Andes e no Himalaia.