F1 · Aulas 23–24

Climas mundiais e do Brasil

Distribuição dos tipos de clima

Classificação de Köppen, por temperatura e precipitação: A tropicais úmidos, B áridos e semiáridos, C temperados, D continentais e E polares. A distribuição obedece essencialmente à latitude, corrigida por altitude, correntes marítimas e continentalidade.

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Essa distribuição não é estática nem puramente zonal: os grandes centros de pressão e as massas de ar deslocam-se ao longo do ano, e é esse vaivém que explica por que cada faixa de latitude abriga climas distintos. Nas baixas latitudes, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) — encontro dos alísios de nordeste e sudeste, marcado por ascendência do ar, nebulosidade e chuvas convectivas — migra sazonalmente, trazendo o período chuvoso ao sertão nordestino quando se posiciona mais ao sul, no verão austral; nos meses em que ela se desloca para o norte e o anticiclone semifixo do Atlântico Sul domina a região, com ar subsidente, seco e estável, instala-se a estiagem, agravada pela irregularidade das chuvas e pelo domínio da caatinga.

Já nas médias latitudes, a alternância entre massas de ar tropicais e polares ao longo do ano gera os climas temperados e continentais, com frentes frias e amplitudes térmicas maiores conforme a continentalidade aumenta — como em Moscou, de invernos rigorosos, em contraste com Lisboa, amenizada pela corrente marítima do Atlântico Norte. Nas altas latitudes, a baixa incidência solar e o ar frio e denso que subsidia produzem os climas polares, enquanto a altitude rebaixa temperaturas mesmo em latitudes baixas, criando climas frios de montanha nos Andes e no Himalaia.

Os tipos de clima do Brasil

Seis principais: equatorial úmido (Amazônia, quente e chuvoso o ano todo); tropical típico, com verão chuvoso e inverno seco; tropical de altitude (Sudeste, mais ameno); tropical atlântico ou litorâneo úmido; semiárido no Sertão, com chuvas escassas e irregulares; e subtropical no Sul, o único com chuvas bem distribuídas e frio acentuado.

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Por trás dessa classificação está a atuação das massas de ar, que se deslocam ao longo do ano conforme o balanço de energia solar e a posição da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), faixa de baixa pressão formada pela convergência dos ventos alísios de nordeste e sudeste, cuja migração sazonal empurra a ZCIT para norte ou sul e organiza o regime de chuvas do país: no verão, ela se desloca para o sul e favorece a atuação da massa Equatorial continental (mEc), quente e úmida, sobre a Amazônia e o Centro-Oeste, enquanto a massa Equatorial atlântica (mEa) leva umidade ao litoral norte-nordeste; no inverno, a massa Tropical atlântica (mTa) estabiliza o tempo no litoral e a massa Polar atlântica (mPa) avança pelo interior, provocando as frentes frias que levam chuva ao Sul e ao Sudeste e derrubam as temperaturas, fenômeno que explica a queda térmica no inverno e o avanço da friagem até a Amazônia.

Leia os gráficos

Passe o mouse sobre os pontos para ver os valores. Dados aproximados, para ler a forma do gráfico como nas provas.

  • Climograma — Manaus (equatorial)

    Quente o ano todo (amplitude térmica mínima) e chuvoso, com leve queda de chuva no meio do ano. Barras = chuva (mm); linha = temperatura (°C).

    Fonte: INMET, Normais Climatológicas do Brasil 1991–2020 (estação Manaus), valores arredondados.

  • Climograma — Brasília (tropical)

    Duas estações bem marcadas: verão chuvoso e inverno seco (junho a agosto quase sem chuva). Temperatura moderada pela altitude.

    Fonte: INMET, Normais Climatológicas do Brasil 1991–2020 (estação Brasília), valores arredondados.

  • Climograma — Petrolina (semiárido)

    Chuva escassa e concentrada em poucos meses; temperatura alta o ano inteiro. É o clima do sertão nordestino.

    Fonte: INMET, Normais Climatológicas do Brasil 1991–2020 (estação Petrolina), valores arredondados.

  • Climograma — Porto Alegre (subtropical)

    Chuva bem distribuída o ano todo e grande amplitude térmica anual: verão quente, inverno frio. Compare com Manaus.

    Fonte: INMET, Normais Climatológicas do Brasil 1991–2020 (estação Porto Alegre), valores arredondados.