Cartografia Sistemática
Representa a superfície com precisão métrica: cartas topográficas, plantas e mapas de base, com curvas de nível, altimetria e planimetria. Serve de suporte técnico para engenharia, planejamento urbano e defesa. No Brasil, é produzida pelo IBGE e pela Diretoria de Serviço Geográfico.
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A Cartografia Sistemática constitui o ramo da cartografia voltado à produção de documentos cartográficos padronizados e geometricamente rigorosos, obedecendo a normas técnicas fixadas em âmbito nacional e internacional, como a série brasileira de cartas nas escalas 1:25.000, 1:50.000, 1:100.000 e 1:250.000, todas resultado do mapeamento topográfico executado pelo IBGE em articulação com a Diretoria de Serviço Geográfico. O conceito repousa sobre a noção de sistema geodésico de referência — no Brasil, o SIRGAS2000 —, que garante que qualquer ponto do território tenha coordenadas geográficas e métricas compatíveis entre cartas distintas, permitindo sobreposição e análise integrada.
É por isso que ela se distingue da cartografia temática, cujo foco é representar fenômenos específicos: a sistemática fornece a base geométrica sobre a qual os temas são lançados.
Isso exige também atenção ao conceito de generalização cartográfica, já que mudanças de escala implicam seleção e simplificação de feições, e ao princípio de que a precisão do mapeamento sistemático decresce à medida que a escala diminui, algo verificável em obras como o mapeamento da Amazônia e do Pantanal, onde a cobertura em escalas grandes ainda é incompleta e o uso de imagens de satélite complementa a base topográfica oficial.