Combustíveis fósseis no Brasil: carvão e gás natural
O carvão nacional, no Sul (RS, SC, PR), tem baixo poder calorífico e alto teor de cinzas e enxofre, o que limita seu uso à geração termelétrica local. O gás natural é extraído junto com o petróleo e complementado pela importação da Bolívia via Gasbol.
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Os combustíveis fósseis são recursos naturais não renováveis formados pela decomposição de matéria orgânica ao longo de milhões de anos, e no Brasil sua participação na matriz energética revela tanto limitações geológicas quanto escolhas estratégicas. No caso do carvão mineral, a baixa qualidade do produto nacional — consequência do alto teor de cinzas e enxofre e do reduzido poder calorífico — faz com que ele seja pouco competitivo no mercado internacional, mas isso não significa que seja irrelevante: ele sustenta termelétricas no Sul, como as do Complexo de Candiota (RS) e de Jorge Lacerda (SC), historicamente importantes para a segurança energética regional, ainda que muito poluentes e com custo ambiental elevado.
Já o gás natural ocupa posição estratégica na matriz brasileira, sendo usado em indústrias, no abastecimento urbano e na geração termelétrica de pico; sua oferta depende da produção nacional, associada aos campos de petróleo do pré-sal e da Bacia de Campos, complementada pela importação boliviana pelo Gasbol, o que cria uma dependência geopolítica sensível, como se viu nas crises de fornecimento da Bolívia em 2006.