Regiões hidrográficas
O país é dividido em 12 regiões hidrográficas pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Predominam rios de planalto, com corredeiras e alto potencial hidrelétrico, mas baixa navegabilidade, e regime pluvial. Quase todos deságuam no Atlântico.
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As regiões hidrográficas são recortes territoriais delimitados a partir de bacias hidrográficas — áreas drenadas por um rio principal e seus afluentes — e servem como unidade de planejamento e gestão dos recursos hídricos no Brasil, conforme a Lei das Águas (Lei nº 9.433/1997). É importante não confundir com as bacias hidrográficas tradicionalmente estudadas (Amazonas, Tocantins-Araguaia, São Francisco etc.), nem com as regiões hidrográficas oficiais usadas pela ANA, que agrupam bacias por critérios técnicos e político-administrativos: a divisão vigente pela Resolução CNRH nº 32/2003 define doze regiões (Amazonas, Tocantins-Araguaia, Atlântico Nordeste Ocidental, Atlântico Nordeste Oriental, Parnaíba, São Francisco, Atlântico Leste, Atlântico Sudeste, Paraná, Paraguai, Uruguai e Atlântico Sul), cada uma com um Comitê de Bacia responsável pela gestão participativa.
Principais características
A rede brasileira é densa, perene em quase todo o território e de drenagem exorreica. Não há grandes lagos naturais nem geleiras. A distribuição é muito desigual: a Amazônia concentra cerca de 70% da disponibilidade hídrica e menos de 10% da população.
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As regiões hidrográficas, instituídas pela Resolução nº 32/2003 do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, dividem o país em doze unidades de planejamento — oito bacias e quatro regiões costeiras —, o que supera a divisão apenas por grandes bacias ao incorporar áreas de drenagem que deságuam diretamente no litoral, como as regiões hidrográficas Atlântico Nordeste Oriental, Atlântico Leste e Atlântico Sul. Cada região apresenta vocação hídrica distinta: a Amazônica, de rios de planície e enorme volume, tem regime ligado ao degelo andino e às chuvas equatoriais, com cheias de março a julho; já a do São Francisco, rio de planalto e perene, atravessa área semiárida e sofre com o uso intensivo para irrigação e geração hidrelétrica, sendo alvo de projetos de transposição.
Como exemplo concreto, o rio Parnaíba, que separa Piauí e Maranhão, é um típico rio intermitente em seu alto curso no semiárido, mas perene em seu trecho final, enquanto os rios do Atlântico Nordeste Oriental, como o Capibaribe e o Beberibe, são perenes, porém de baixa vazão, o que agrava o abastecimento urbano de Recife.