F1 · Aulas 3–4

Coordenadas geográficas

Meridianos e paralelos

Meridianos são semicírculos de polo a polo, todos do mesmo tamanho, com referência em Greenwich. Paralelos são círculos horizontais de tamanhos decrescentes rumo aos polos; o maior é o Equador. Os notáveis: trópicos de Câncer e Capricórnio e círculos polares.

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Imagine a Terra como uma esfera girando em torno de um eixo imaginário, cujas extremidades são os polos; para localizar qualquer ponto nessa superfície, criamos um sistema de linhas chamado de coordenadas geográficas, formado justamente pelo cruzamento entre meridianos e paralelos. Enquanto os paralelos medem a latitude, ou seja, a distância angular de um ponto em relação ao Equador, variando de 0° a 90° para norte ou sul, os meridianos medem a longitude, a distância angular em relação ao Meridiano de Greenwich, podendo ir de 0° a 180° para leste ou oeste. É dessa combinação que nascem as coordenadas exatas de um lugar: por exemplo, a cidade de São Paulo está a aproximadamente 23°33’ de latitude sul e 46°38’ de longitude oeste, o que significa que ela se situa um pouco ao sul do Trópico de Capricórnio (23°27’S) e a oeste de Greenwich.

Latitude e longitude

Latitude: distância angular ao Equador, de 0° a 90°, N ou S — comanda a temperatura e as zonas climáticas. Longitude: distância angular a Greenwich, de 0° a 180°, L ou O — comanda a hora. Confundir as duas é o erro mais comum do tópico.

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Latitude e longitude formam, juntas, o sistema de coordenadas que transforma a superfície esférica da Terra em um plano localizável: são dois ângulos medidos a partir do centro do planeta, e não distâncias lineares — a latitude parte do plano do Equador e a longitude, do plano do Meridiano de Greenwich, e cada par ordenado desses valores identifica um ponto único no globo, funcionando como um "endereço" astronômico. Vale entender a lógica prática: como a Terra gira, o Sol ilumina os meridianos em horários diferentes, de modo que a longitude se traduz em tempo (15° equivalem a 1 hora), enquanto a latitude, por receber a luz solar com inclinações distintas ao longo do ano, se traduz em clima — daí os paralelos notáveis: Trópicos de Câncer (23°27'N) e Capricórnio (23°27'S) e os Círculos Polares (66°33').

Fusos horários

360° divididos por 24 horas dão 24 fusos de 15° cada, ou 1° a cada 4 minutos. A leste de Greenwich adianta-se; a oeste, atrasa-se. A Linha Internacional de Data, próxima ao meridiano de 180°, faz mudar o dia do calendário.

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Os fusos horários existem porque a Terra gira de oeste para leste em torno do próprio eixo, completando uma volta de 360° em cerca de 24 horas, o que faz com que o Sol ilumine diferentes regiões em momentos distintos — enquanto é meio-dia em São Paulo, já é fim de tarde em Tóquio, por exemplo. O sistema oficial foi consolidado na Conferência Internacional do Meridiano, em Washington (1884), adotando Greenwich como meridiano de referência (0°) e organizando o globo em 24 faixas teóricas de 15° que, na prática, sofrem ajustes: alguns países adotam meias horas ou até 45 minutos (Índia, Nepal, Austrália) e outros distorcem os limites para manter territórios inteiros no mesmo horário, o que gera os chamados fusos políticos ou práticos.

O cálculo básico parte da diferença de longitude entre dois pontos: divide-se essa diferença por 15° para achar o número de horas de defasagem, lembrando que cidades a leste estão adiantadas e a oeste, atrasadas — assim, se em Greenwich são 15h, em Brasília (45° O, UTC−3) são 12h, e em Moscou (45° L, UTC+3) são 18h. No Brasil, além do horário de Brasília, há o fuso do Fernando de Noronha (UTC−2) e o do Acre e extremo oeste do Amazonas (UTC−5), o que faz o país ter quatro horários diferentes.

Fusos horários no mundo e no Brasil

O Brasil tem quatro fusos legais, sendo três em terra firme: Fernando de Noronha (−2h de Greenwich), Brasília (−3h, o horário oficial), Amazônia (−4h) e Acre (−5h). Países extensos como Rússia (11 fusos) e China (um único, por decisão política) ilustram a diferença entre fuso natural e legal.

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Os fusos horários resultam da combinação entre a rotação da Terra — 360° em 24 horas, ou seja, 15° de longitude por hora — e a necessidade prática de padronizar as horas em escala global, o que foi consolidado no século XIX com o Meridiano de Greenwich como referência (GMT/UTC). Cada faixa de 15° corresponde, em tese, a um fuso natural ou teórico, mas na prática as linhas raramente seguem meridianos exatos: elas são desviadas para acompanhar fronteiras, estados ou regiões econômicas, originando os fusos legais ou políticos, definidos por acordos e decisões governamentais.