Por que este tema é cobrado
Com o degelo acelerado pelo aquecimento global, Ártico e Antártida deixaram de ser meras curiosidades físicas e tornaram-se fronteiras de disputa geopolítica e de recursos, tema crescente em ENEM, Fuvest e Unicamp, sobretudo articulado com mudanças climáticas.
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O interesse das bancas por esse tema decorre de ele funcionar como um nó articulador entre conteúdos que costumam aparecer isolados no ensino médio: climatologia, recursos naturais, soberania, direito internacional e economia energética. No Ártico, o degelo abre rotas de navegação antes inviáveis — a Passagem do Noroeste, ao longo do Canadá, e a Rota Marítima do Norte, junto à Sibéria —, encurtando em até 40% a distância entre Ásia e Europa e reduzindo custos de frete, o que explica o interesse de China, Rússia e até de países sem litoral polar, como a própria China, que se autodenomina "Estado próximo do Ártico". Some-se a isso as reservas estimadas de petróleo, gás e minerais críticos (níquel, terras raras), além do protagonismo russo, que reativa bases militares e reivindica a plataforma continental da cordilheira de Lomonosov perante a ONU.
Na Antártida, o Tratado de 1959 congela reivindicações territoriais e destina o continente à pesquisa científica, mas a riqueza pesqueira (krill) e o potencial mineral mantêm o tema vivo, sobretudo quando potências como China e Rússia ampliam estações e vetam áreas marinhas protegidas.